Curtas sobre o aborto (começando a semana…)

Muita coisa!

– O pai de uma garota que teve anencefalia está fazendo um excelente trabalho de divulgação na internet da sua experiência de vida. Vejam n’O Possível e O Extraordinário. Marcelo Pires é o nome deste pai; Giovanna, o nome desta filha. Ela, com a vida que viveu e, ele, com o testemunho dado – por atos e por palavras – do que é ser um pai, lutam juntos para garantir a todas as crianças (também às deficientes) o direito de nascer. Confiram o site abaixo: uma excelente iniciativa de se montar um portal em língua portuguesa para esclarecer as pessoas sobre anencefalia:

http://www.anencefalia.com.br/

– Ainda sobre anencefalia: Marcela era anencéfala. O padre Lodi disponibiliza os laudos de médicos que atestam a existência da má-formação. Tem também um álbum com algumas fotos da pequena guerreira.

– O abortista que foi eleito presidente da maior potência do mundo já prenuncia como será o seu governo: assessor diz que Obama deve reverter ações de Bush. Entre estas ações a serem revertidas, estão (claro!) o “decreto que limita o financiamento de pesquisas científicas usando células-tronco de fetos humanos” e “leis que regulamentam o aborto”. Tenha Deus misericórdia dos Estados Unidos.

Governo promove abortismo no ENADE. É inacreditável encontrar uma cretinice deste tamanho nas provas do Governo de avaliação do Ensino Superior! A questão aplicada aos alunos de História diz o seguinte:

As melhores leis a favor das mulheres de cada país-membro da União Européia estão sendo reunidas por especialistas. O objetivo é compor uma legislação continental capaz de contemplar temas que vão da contracepção à eqüidade salarial, da prostituição à aposentadoria. Contudo, uma legislação que assegure a inclusão das cidadãs deve contemplar outros temas, além dos citados.

São dois os temas mais específicos para essa legislação:
(A) aborto e violência doméstica
(B) cotas raciais e assédio moral
(C) educação moral e trabalho
(D) estupro e imigração clandestina
(E) liberdade de expressão e divórcio

A resposta correta é a letra (a). Ou seja, para o Governo, uma instituição de Ensino Superior é boa se ela ensina aos alunos que o aborto deve estar contemplado em “uma legislação que assegure a inclusão das cidadãs”! Isto é vergonhoso e preocupante. Denunciemos, antes que seja tarde demais.

O casamento do meu melhor amigo

Ontem (na verdade hoje, porque acabei de chegar da recepção), Pacheco e Poli uniram-se em Matrimônio, diante da Igreja de Deus. Com certeza, existem alguns dos meus leitores que não sabe quem são Pacheco e Poliana; não faz muita diferença. São amigos meus, que se casaram no sábado 08 de novembro, e basta; escrevo, porque estive na cerimônia, e chorei quando a noiva entrou na igreja.

Por que chorei? Oras, porque não era simplesmente “a noiva”. Era Poli. Era uma amiga minha, que estava casando, iniciando a grande aventura da formação de uma família, deixando o lar paterno para se aventurar no “mundo dos casados” junto com um amigo meu, desatracando o barco da própria vida e disposta sinceramente a fazê-lo navegar pelas águas mais profundas da resposta generosa à vocação matrimonial. Nunca me senti “tão próximo” assim de um casamento, porque nunca dois amigos meus tão próximos assim haviam tomado esta tão séria decisão de se unirem em Matrimônio.

Já fui a várias festas de quinze anos, nas quais – de acordo com as antigas tradições – a debutante era então apresentada à sociedade como sendo já adulta, capaz de seguir a própria vida e apta a arcar com as próprias responsabilidades. Hoje sei que não são lá muita coisa. Nada se compara a um casamento; ver a noiva entrando na igreja, dando os passos sem dúvidas mais importantes da vida dela – os passos que vão traçar definitivamente os caminhos que ela pode seguir de agora em diante – em direção ao noivo que a espera no altar… a cena, eu já havia visto mil vezes, mas nada se compara a colocar dois amigos seus nestes papéis genéricos de “o noivo” e “a noiva”. Já não são figuras distantes que repetem o mesmo ritual de séculos; são amigos seus que você conhece, recebendo-se mutuamente por esposo e esposa, e isso faz toda a diferença.

Quando eu era pequeno, eu não percebia o drama de um Matrimônio; ele sempre se me afigurou como sendo uma decisão madura, tomada por “pessoas grandes” que têm plena convicção daquilo que querem e podem facilmente realizar aquilo que se propõem a fazer. Hoje [talvez pela primeira vez na vida] eu vi as coisas sob uma nova ótica, porque foram dois amigos que se casaram. Eles não são “pessoas grandes”, são amigos da minha idade, sujeitos às mesmas dúvidas e limitações que eu, deslumbrados como eu com o futuro de uma vida que se descortina diante de seus olhos; poder-se-ia até dizer “começando a viver”. E decidindo começar a viver juntos.

É muito bonito ver duas pessoas decidirem começar a viver juntas. Antes, a imagem que eu tinha – até inconscientemente – de um casamento era a de pessoas que já sabiam o que era viver, em cujas vidas a única mudança seria “fazer as mesmas coisas” (que já faziam antes) em conjunto, ao invés de sozinhas. Hoje, eu vi que não tem nada a ver com isso e, ao contrário, o Matrimônio é uma grande aventura: não são pessoas que vão fazer “as mesmas coisas” de uma maneira somente acidentalmente nova, são pessoas que vão fazer todas as coisas de uma maneira nova. Não é simplesmente uma fase da vida adulta, é a fase da vida adulta (que, outra, eles não tiveram) decidida em comum acordo. Decidiram viver juntos a única vida que eles têm para viver! Talvez eu seja meio insensível mas, para mim, essas coisas só são perceptíveis quando nos tocam diretamente: quando são duas pessoas próximas a você que decidem se casar.

Uma decisão de uma vida, que não tem volta, tomada por jovens que vão começar a viver uma vida completamente diferente do que viviam até então: eis o que eu enxerguei nos passos de Poli adentrando a igreja, com rosto choroso. Ela era a noiva e não podia chorar muito; então chorava eu em quem, embora padrinho, ninguém prestava muita atenção. Passos chorosos, mas corajosos; tíbios e, ao mesmo tempo, decididos. Pacheco a esperava, sem dúvidas nervoso, mas também resoluto. Recebeu-a por legítima esposa, e ela a ele, e agora são uma só carne a quem Deus uniu.

A quem Deus uniu! O Senhor – e isso talvez seja uma das partes mais bonitas da história toda, que eu percebia entre uma lágrima e outra que teimava em descer – vem em auxílio daqueles que invocam o Seu Santo Nome com humildade. Deus é Aquele que “alegra a minha juventude” – que lhe dá forças e lhe faz viver melhor. Não posso deixar de ver a ação de Deus neste Matrimônio, e poderia sem dúvidas me arriscar a dizer que, não fosse ela, não haveria sequer Matrimônio. Os dois não casariam, se não fosse por terem ouvido o chamado do Altíssimo. Os dois não se entregariam mutuamente diante da Igreja, se não fosse a íntima convicção de estarem respondendo a uma vocação divina. São jovens, são inexperientes, têm dúvidas, têm medos, têm anseios, mas têm Deus – e Ele supera todo o resto.

Os passos que Poli dava em direção a Pacheco, eram também em direção ao Altar – em direção a Deus. O Matrimônio é uma vocação, e a decisão do casamento é também – e principalmente – uma decisão de se fazer a vontade de Deus. Mesmo que se seja jovem; mesmo que não se tenha lá muita certeza de como serão resolvidos todos os pormenores da vida conjugal. Deus chama, e importa ir em direção a Ele.

Estão casados! Parabéns, Pacheco e Poli! Que o Espírito Santo esteja sempre presente nesta família. Que o Deus Onipotente possa cuidar de vós, e que São José seja exemplo para o marido, e a Virgem Maria seja exemplo para a esposa, e que esta nova família que hoje se iniciou possa em tudo imitar Aquela Família de Nazaré. E que, aproveitando todas as graças que terão na vida matrimonial, possam ambos os meus amigos crescerem em santidade a cada dia, a fim de chegarem – juntos, permita-o Deus! – à Bem-Aventurança Eterna um dia, por terem vivido bem esta vida que, hoje, diante da Igreja e na presença dos amigos, começaram a viver.

Pescadores de Homens

Há uns dias, expus aqui algumas reflexões sobre a morte, surgidas de um triste acidente que eu havia presenciado na véspera. Dentre os comments, o André Víctor mencionou um filme produzido pela Conferência Episcopal Americana, chamado Fishers of Men (Pescadores de Homens), no qual era exibida uma cena parecida. Vi o vídeo no youtube (acima, está apenas a cena do acidente; vale a pena mesmo para quem não entende inglês) e, à exceção de um ou outro ponto (estranhíssimos, reconheço; a casula aos 5:49 da parte 1, a estola aos 1:16 da parte 2…), é recomendável. Os links vão abaixo

Parte 1

Parte 2

Uma sugestão enfática, mesmo para quem se canse por não conseguir entender o inglês: gravaram o rosto do menino que aparece na cena do acidente, acima? Vejam o que acontece na segunda parte, a partir dos 7:14

O Natal está em perigo!

Algumas coisas ainda me surpreendem, mesmo sendo óbvias. Dentre as centenas de emails que recebo diariamente, vez por outra me chega algum do Mercado Livre, com as ofertas e promoções do período. Hoje à tarde recebi um cujo título era “Jorge, o Natal está em perigo! Saiba o porquê!”. Talvez por alguma natural concordância com a afirmação – porque, é fato, o Natal está em perigo! -, inconscientemente esperava alguma coisa boa da mensagem. Abri-a.

Descobri assim que a mensagem faz parte de uma campanha publicitária, chamada Salve o Natal! – O espírito natalino está em perigo, cujo texto é o seguinte:

Cansadas de percorrer o mundo para entregar os presentes de Natal, as renas abandonaram o Papai Noel em busca de uma nova vida, longe do Pólo-Norte. Mas todos sabemos que não existe Natal sem renas…

Peraí! “[N]ão existe Natal sem renas”? “[T]odos sabemos disso”? “Ajude-nos (…) para que as renas continuem fazendo parte do espírito de Natal”? Francamente! Será que alguém ainda sabe o que é comemorado no dia 25 de dezembro? O que tem a ver com renas, a ponto de elas serem conditio sine quae non para que exista Natal?! Será que a filosofia consumista não poderia, ao menos, se abster de fazer certos comentários que descaracterizam uma festa cristã? Que peça publicitária de extremo mau gosto!

Caixinhas de surpresas

– Ao mesmo tempo em que a Califórnia proibia o “casamento” gay, outros estados americanos aprovavam outras coisas completamente diferentes e que não merecem louvor. Por exemplo, foram rejeitadas propostas que restringiam o aborto (não sei exatamente quais) no Colorado e em Dakota do Sul, e em Washington foi aprovada a Eutanásia (como diz na notícia, “suicídio acompanhado para pessoas com doenças terminais”). Triste.

– A Rádio Vaticano publicou – sem nenhum disclaimer avisando aos navegantes que se trata de opinião pessoal em flagrante contradição com o Magistério da Igreja, o que é totalmente incompreensível – a opinião do cardeal Martini segundo a qual a Humanae Vitae afastou as pessoas da Igreja e que a questão da contracepção “poderia ser melhor abordada, da perspectiva pastoral”. Se fosse possível haver tristeza no Céu, eu diria que o jesuíta estaria arrancando lágrimas de Santo Inácio de Loyola. Para mais detalhes sobre o lamentável espetáculo (claro está que a posição do eminentíssimo cardeal carece de valor para os fiéis católicos dignos deste nome), remeto ao Igreja Una.

– A ABGLT – Associação Brasileira de Gays, Lésbicas [Bissexuais, Travestis, etc, etc] e Transexuais – divulgou uma nota de repúdio – pasmem!“sobre a exclusão de homossexuais do sacerdote (sic) católico”! A supradita associação “vem a público expressar indignação diante da atitude discriminatória do Vaticano em avaliar candidatos ao sacerdote por meio de exame psicológico, com rejeição daqueles que tal análise considerar serem homossexuais”. Distorções de discursos de arcebispos católicos e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, pressão sobre o Conselho Federal de Psicologia, e citações de Orwell às avessas: eis o conteúdo da nota. Quando a gente pensa que já viu de tudo…

– Achei no mesmo site uma notícia relacionada: Ministério da Educação vai distribuir nas escolas fluminenses livro sobre diversidade sexual. Que coisa linda, não? Depois acham que nós não temos razão ao não querermos que as nossas crianças sejam deformadas pela deseducação do governo gayzista…

Gayzistas entram na Justiça contra a Democracia

Lembram que a Califórnia aprovou uma Emenda Constitucional para vetar o “casamento gay” no Estado? Os gayzistas – para os quais a democracia só vale quando está do lado deles – entraram na Justiça contra o veto! A notícia saiu na Folha (para assinantes) e reproduzo abaixo.

Vindo de quem veio… alguma surpresa?

* * *

Defensores da união gay vão à Justiça contra veto

Referendo proibiu prática na Califórnia; Nebraska decidiu vetar ação afirmativa

Das medidas em consulta, 92 foram aprovadas, e 54, rejeitadas; resultados foram mistos para conservadores, que perderam sobre aborto

ANDREA MURTA
ENVIADA ESPECIAL A MIAMI

Defensores do casamento gay abriram ontem três processos na Justiça contra a emenda constitucional que diz que “só o casamento entre um homem e uma mulher é válido e reconhecido” na Califórnia, aprovada em referendo terça-feira.

A vitória dos conservadores foi apertada -52% a 48%-, com 10,2 milhões de votos apurados. O favoráveis ao casamento gay afirmam que 3 milhões de votos enviados pelo correio não foram computados na contagem e questionam a validade de uma medida que, para eles, é discriminatória.

Com as ações na Justiça, os progressistas buscam também garantir a validade dos 18 mil casamentos entre pessoas do mesmo sexo celebrados no Estado desde junho, quando uma permissão dada pela Suprema Corte local entrou em vigor.

O resultado do referendo foi uma surpresa, já que pesquisas de opinião previam vitória do “não” ao veto. O Instituto de Referendos e Plebiscitos (IRI) da Universidade da Carolina do Sul vê como uma das razões para o resultado o aumento do voto negro. Levados em grandes números às urnas pela candidatura de Barack Obama, 70% dos negros da Califórnia votaram para proibir o casamento gay -apesar de o presidente eleito ser contra a medida.

Flórida e Arizona também aprovaram emendas para definir “casamento” como a união entre um homem e uma mulher, barrando preventivamente leis que possam permitir a celebração da união gay ali.

Pelo país
Outros 150 referendos e plebiscitos votados em 36 Estados tiveram resultados mistos para os conservadores.

Eles venceram no Arkansas, por exemplo, que proibiu casais que não são legalmente casados -sejam gays ou heterossexuais- de adotar crianças. Também tiveram vitória em Nebraska, onde a aprovação de uma medida contra a “discriminação ou tratamento preferencial pelo Estado com base em raça ou gênero” acabou com as ações afirmativas locais.

Proposta similar no Colorado continuava indefinida ontem. Com 91% de apuração, o “sim” (contra ações afirmativas) perdia por 49,6% a 50,4%, mas mais de 100 mil votos ainda seriam contados.
Conservadores perderam, porém, em uma de suas questões cruciais, o aborto. Dakota do Sul e Colorado rejeitaram propostas para banir a prática. E na Califórnia, uma medida para exigir notificação dos pais para menores de idade que querem abortar foi rechaçada.

Defensores dos animais tiveram duas vitórias. Na Califórnia, foi aprovada com 63% uma medida que define um espaço mínimo para manutenção de animais em fazendas. Em Massachusetts, corridas comerciais de cachorros foram proibidas.

E, apesar da crise econômica, o conservadorismo econômico também teve resultados divididos. Até 14 de 15 medidas sobre emissão de títulos para elevar gastos governamentais estavam ontem praticamente aprovadas, somando US$ 13 bilhões. Foram rejeitados aumentos de salário para legisladores no Arizona, assim como elevação em seus gastos de viagens em Dakota do Sul. Cortes no imposto de renda falharam em Massachusetts e Dakota do Norte. O Colorado barrou aumento no imposto sobre compras, enquanto proposta similar em Minnesota foi aprovada.

No total, 92 medidas foram aprovadas, 54, rejeitadas, e sete seguem indefinidas -o índice, de 63%, é inferior aos 67% de 2006 e 2004, segundo o IRI.

Dize-me com quem andas…

… e eu te direi se vou contigo.

A Associação Mundial de Gays e Lésbicas comemorou a vitória de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos. Curioso, não? Por que será que os gayzistas ficaram tão animados com a vitória do democrata?

A secretária-geral da ILGA, a mexicana Gloria Carreaga, disse à Agência Efe que “através de sua campanha e também em seu discurso depois do triunfo eleitoral, Obama foi claro sobre sua posição contra qualquer tipo de discriminação”.

Aliás, ainda segundo a notícia, “Obama prometeu impulsionar a luta contra a aids com uma postura liberal”. Tenha Deus misericórdia da humanidade.

Revés das CDDs em Salvador

As abortistas pelo direito de matar – conhecida associação de senhoras que se dizem católicas e que, no entanto, são militantes a favor do aborto – estavam com um “encontro” agendado para este final de semana (dias 07, 08 e 09 de novembro) numa casa de religiosas em Salvador. O absurdo foi denunciado prontamente pelo pe. Adilton Lopes, da Arquidiocese da cidade.

Após alguns emails de protesto, a Superiora Geral da congregação religiosa responsável pela casa onde o evento iria ocorrer, Ir. Gilvania dos Santos, escreveu-nos dizendo que, tão logo soube quem eram as responsáveis pelo aluguel do espaço, cancelou o evento. São palavras do email da irmã (que vai em anexo):

Quando [as Católicas pelo Direito de Decidir] vieram falavam que se tratava de um grupo que  iam trabalhar com mulheres que foram violentadas e se denominaram cristãs.

Ou seja: estas canalhas não têm nem mesmo coragem de se apresentarem como o que realmente são, pois sabem que a pele de ovelha não engana a mais ninguém. Fica, assim, o registro da baixeza das abortistas, que tudo fazem para atacar por dentro a Igreja Católica. Graças a Deus que temos sacerdotes e religiosos santos, que não dão espaço para que os inimigos da vida humana façam a sua criminosa apologia do assassinato de crianças inocentes.

Nossos mais alegres cumprimentos à Ir. Gilvania dos Santos, pela firmeza e prontidão com as quais agiu para impedir o escândalo; que a Virgem Imaculada possa abençoar-lhe e a toda a sua congregação.

* * *

[Email do Instituto das Medianeiras da Paz]

Salvador, 06 de novembro de 2008.

Queridos Irmãos e Irmãs em  Cristo Jesus.

Graça e Paz em Jesus, o Mediador do Pai!

Hoje pela manhã precisamente a poucos minutos atrás ficamos sabendo do tipo do grupo que irão fazer encontro no Centro de Formação Jesus Mediador.

Por isso, somos convictas das raízes profundas da nossa Consagração e compromisso com os “eleitos de Deus” e enraizadas em Cristo Mediador que cortamos tal acontecimento contrário aos nossos princípios fundacionais e  cristãos.  Imediatamente, entramos em contato com a pessoa que solicitou o serviço e cancelamos dizendo o porquê não aceitamos este tipo de grupo. Quando vieram falavam que se tratava de um grupo que  iam trabalhar com mulheres que foram violentadas e se denominaram cristãs.

Somos uma congregação pobre, contudo os valores Evangélicos são os embasamento que temos para discernir criteriosamente e estarmos radicalmente a serviço da Vida. Toda a nossa missão nas várias localidades onde estamos expressamos com testemunho vivo da nossa presença e amor a Jesus Cristo  no Carisma de mediar, construindo a paz, através do ser humano desde a sua concepção. Lamento ter acontecido isso,  por falta de ter conhecimento do perfil desde grupo de Mulheres. Posso garantir que razão foi é a nossa razão.

Quero expressar a cada um e a cada uma  o nosso perdão pela repercussão dessa situação e asseguro que não irá acontecer o evento na nossa instalação física. Já solicitamos a retirada do nosso nome na programação deste fato diabólico. E que fomos enganadas por estas pessoas.

Que Deus nos ajude e nos conduza a favor da vida em plenitude.
Um abraço de paz pra você!

Ir. Gilvania dos Santos
Sup. Geral

O amor à verdade e o ódio à mentira

– Depois disto, portanto, repara se é necessário que, além desta qualidade [sempre apaixonados pelo saber na sua totalidade], haja outra na sua natureza, se [os filósofos] quiserem ser tais como os descrevemos.
– Qual?
– A aversão à mentira e a recusa em admitir voluntariamente a falsidade, seja como for, mas antes odiá-la e pregar a verdade.
– É natural – disse ele.
– Não só é natural, meu amigo, mas é imperioso que uma pessoa que seja por natureza enamorada preze tudo aquilo que se aparentar ou relacionar com a coisa amada.
– Exatamente.
– Ora, poderá encontrar-se algo de mais relacionado com a sabedoria do que a verdade?
– Como poderia ser? – perguntou ele.
– É possível que uma mesma criatura seja ao mesmo tempo amiga da sabedoria e da mentira?
– De modo algum.
[Platão, “A República”, Livro VI (484a-d); Editora Martin Claret, São Paulo, 2006, p. 180]

A verdade e a aversão à verdade vieram ao mundo juntas. Assim que a verdade apareceu, foi olhada como inimiga.
[Tertuliano, “Apologia”, cap. VIII]

O Gênero Humano, após sua miserável queda de Deus, o Criador e Doador dos dons celestes, “pela inveja do demônio,” separou-se em duas partes diferentes e opostas, das quais uma resolutamente luta pela verdade e virtude, e a outra por aquelas coisas que são contrárias à virtude e à verdade. Uma é o reino de Deus na terra, especificamente, a verdadeira Igreja de Jesus Cristo; e aqueles que desejam em seus corações estar unidos a ela, de modo a receber a salvação, devem necessariamente servir a Deus e Seu único Filho com toda a sua mente e com um desejo completo. A outra é o reino de Satanás, em cuja possessão e controle estão todos e quaisquer que sigam o exemplo fatal de seu líder e de nossos primeiros pais, aqueles que se recusam a obedecer à lei divina e eterna, e que têm muitos objetivos próprios em desprezo a Deus, e também muitos objetivos contra Deus.

Este reino dividido Sto. Agostinho penetrantemente discerniu e descreveu ao modo de duas cidades, contrárias em suas leis porque lutando por objetivos contrários; e com sutil brevidade ele expressou a causa eficiente de cada uma nessas palavras: “Dois amores formaram duas cidades: o amor de si mesmo, atingindo até o desprezo de Deus, uma cidade terrena; e o amor de Deus, atingindo até o desprezo de si mesmo, uma cidade celestial” [De civ. Dei, 14, 28 (PL 41, 436)]. Em cada período do tempo uma tem estado em conflito com a outra, com uma variedade e multiplicidade de armas e de batalhas, embora nem sempre com igual ardor e assalto.
[Papa Leão XIII, Humanus Genus, 1-2]

Muitas pessoas não entendem o que é o catolicismo, não entendem o que é a Igreja, não entendem qual o papel que compete aos católicos que são soldados de Cristo na Igreja Militante, não entendem o valor da intransigência nem a dupla perspectiva sobre a qual precisa ser encarado o amor. É de se lamentar que, entre essas pessoas, contem-se não poucos “católicos”, que passam a sua vida sem se esforçar para fazer aquilo que lhes compete fazer ou – pior ainda – perseguindo os católicos que se esforçam para serem menos indignos do nome de “cristãos” que lhes foi dado no seu batismo. Esforcemo-nos um pouco para, à luz da religião cristã, analisarmos melhor cada uma dessas coisas.

O catolicismo é a religião verdadeira com exclusão de todas as outras, é a Sã Doutrina que o próprio Deus legou aos seres humanos, ensinando-lhes tudo o que eles precisavam saber sobre Si para chegarem ao conhecimento de Deus e, por conseguinte, à Salvação. Não se trata, pois, de um fruto da investigação humana, de uma filosofia elaborada pelos maiores gênios da humanidade, mas – ao contrário – da Revelação do próprio Deus que, como é a própria Verdade, não pode enganar-Se e nem nos enganar. O catolicismo é a única religião verdadeira, capaz de religar o homem pecador a Deus infinitamente santo.

A Igreja é a Guardiã infalível destas verdades que – repetimos – foi o próprio Deus que revelou aos seres humanos e, por conseguinte, é isenta de todo erro. A Igreja é instituição divina, é a única obra encontrada neste mundo que foi realizada não por mãos humanas, mas pelo próprio Deus. É uma espécie de milagre permanente, farol seguro a iluminar a História mostrando aos homens de todos os tempos e lugares o único caminho verdadeiro – estreito, como disse Nosso Senhor, mas verdadeiro sem dúvidas, pela Sua própria autoridade divina – que os homens precisam seguir se quiserem conhecer verdadeiramente ao Deus Criador dos Céus e da Terra.

Os católicos são os filhos da Igreja, a quem Deus concedeu a imerecida graça de conhecerem os Seus desígnios e as verdades sobre Ele que Lhe aprouve revelar, e são também os soldados de Cristo, i.e., aqueles a quem compete o singularíssimo papel de guardar a Verdade Revelada e fazê-lA conhecida de todos os homens, pois todos os homens têm necessidade absoluta d’Ela, para serem salvos. Têm portanto este duplo papel todos aqueles que foram chamados à dignidade de filhos de Deus pelo Batismo: o de anunciarem o Evangelho e o de defenderem a Sã Doutrina da Salvação, defenderem a Igreja, defenderem o catolicismo, de  todos os ataques que – desde que o mundo é mundo – os inimigos da Religião Verdadeira dirigem aos filhos de Deus.

A intransigência católica é, portanto, uma espécie de legítima defesa da Verdade ameaçada pelo erro, é a única atitude coerente diante de uma Doutrina que se sabe certa e sem mistura de erro algum, que não foi produzida por homens falíveis mas entregue aos homens pelo próprio Deus infalível. Uma tal Doutrina deve, necessariamente, ser defendida de todos os erros, deve ser guardada com a máxima diligência, cuidando zelosamente para que, n’Ela, não se introduzam elementos falsos nem Lhe sejam retirados verdadeiros. A Verdade é intrinsecamente intrasigente, por uma questão de princípios lógicos os mais elementares, que dizem que duas coisas contraditórias não podem ser ao mesmo tempo verdadeiras. Sabendo-se, pois, que a Doutrina Católica é verdadeira – porque, repetimos, Ela foi-nos entregue pelo próprio Deus que, sendo Ele mesmo a própria Verdade, não pode enganar-Se e nem nos enganar – não se pode admitir, sob nenhuma hipótese, que Ela seja contaminada com doutrinas espúrias de autenticidade duvidosa.

De tudo isto, portanto – e aqui encaixamos todas as citações que foram postas em epígrafe -, segue-se que o amor à Verdade precisa ser encarado também sob o aspecto do ódio à mentira. Não ama verdadeiramente a Deus quem, ao mesmo tempo, é amigo dos inimigos de Deus; não tem verdadeiro amor à Verdade aquele que não A defende dos erros, colocando-A em pé de igualdade com os mais diversos delírios e opiniões. O católico, cristão militante, membro da Igreja de Nosso Senhor, defensor intransigente da Sã Doutrina revelada por Deus, tem uma espada de dois gumes que deve manejar com maestria para cumprir com o seu papel: o amor à Verdade e o ódio à Mentira. O amor à Igreja e o ódio à anti-Igreja. O amor à Cidade de Deus e o ódio à Cidade dos Homens. O amor aos filhos da Mulher e o ódio aos filhos da Serpente.

Eis, pois, postos os princípios que devem nortear a atitude dos católicos em todos os âmbitos de suas vidas. O amor verdadeiro não é um amor “frouxo”, romantizado e incoerente como o pregam não poucas pessoas nos nossos dias. O amor precisa ser verdadeiro, precisa desejar o bem da pessoa amada e detestar tudo o que lhe pode provocar mal. O amor à Verdade exige o ódio à Mentira – um não pode existir verdadeiramente sem o outro. E, considerando tanto quanto foi dito, considerando que a História é um campo dividido ao meio onde combatem entre si os filhos de Deus e os filhos da Serpente – como a Igreja sempre ensinou -, fica evidente o tamanho da responsabilidade que os católicos têm. Devem defender a Deus, trabalhando diligentemente para que o Evangelho da Salvação seja cada vez mais conhecido pelos homens que d’Ele necessitam. Devem arrancar almas à Satanás, brandindo corajosamente os argumentos católicos contra as falácias das almas iludidas pela astúcia do Demônio, a fim de derrotar a insídia diabólica e possibilitar, com a graça de Deus, uma conversão. Devem se pôr na brecha das muralhas da Igreja, defendendo-A valorosamente dos ataques a Ela dirigidos por tantos quanto militam nas hostes do Príncipe das Trevas. Devem, em suma, portarem-se como cristãos autênticos.

Esta luta – em defesa da Verdade, pela (verdadeira) instauração do Reino de Deus sobre a terra – é a mais importante e a mais fundamental de todas as lutas, porque os problemas que afligem o mundo moderno são apenas sintomas do problema de fundo, do problema capital, que é de natureza religiosa. Não tenhamos dúvidas disso: o Evangelho de Nosso Senhor é o único remédio verdadeiro a ser ministrado à humanidade enferma. Acreditemos n’aquilo que disse Platão há mais de dois milênios: “tendo a verdade por corifeu, não creio que se possa dizer que um coro de vícios segue atrás dela. […] Mas que vem atrás dela uma maneira de ser sã e justa” [op. cit., p. 186]. Confessemos com destemor esta verdade evidente, também repetida por Santo Agostinho e lembrada pelo grande Papa Leão XIII:

“Os que dizem que a doutrina de Cristo é contrária ao bem do Estado dêem-nos um exército de soldados tais como os faz a doutrina de Cristo, dêem-nos tais governadores de províncias, tais maridos, tais esposas, tais pais, tais filhos, tais mestres, tais servos, tais reis, tais juízes, tais contribuintes, enfim, e agentes do fisco tais como os quer a doutrina cristã! E então ousem ainda dizer que ela é contrária ao Estado! Muito antes, porém, não hesitem em confessar que ela é uma grande salvaguarda para o Estado quando é seguida” (Epist. 138 (al. 5) ad Marcellinum, cap. II, n. 15).
[Santo Agostinho, apud Leão XIII, Immortale Dei, 27]

Esforcemo-nos, pois, com o auxílio da Virgem Santíssima, Aquela que venceu sozinha todas as heresias do mundo inteiro, para sermos menos indignos das honras que nos foram conferidas por ocasião do nosso Batismo. Elevemos bem alto o estandarte de Cristo Rei, carregando em nossas vidas o Evangelho de Jesus Cristo, sendo testemunho vivo do poder do Crucificado. Militemos com destemor pela Igreja de Nosso Senhor, a fim de que a Verdade triunfe sobre os erros e todos os homens possam conhecer a Verdade que liberta, a Sã Doutrina da Igreja, a Fé Católica e Apostólica, para a maior glória de Deus.

Assuntos variados

– O protestantismo agoniza na sua “terra natal”: na cidade de Lutero, somente 10% da população é protestante. A “Reforma” do século XVI que tanto mal causou ao Cristianismo parece só ter vigor nas espúrias igrejolas que pregam uma “Teologia da Prosperidade” a léguas de distância do verdadeiro Cristianismo – muito mais distante do que foi o próprio Lutero, por incrível que pareça. É um fenômeno lamentável, porque é muito mais fácil discutir com um luterano ou calvinista do que com um “cristão sem denominação” dos que existem às pencas hoje em dia. Que, com a derrocada do protestantismo alemão, as pessoas possam reencontrar o caminho de Roma, a Barca de Pedro, a Igreja fundada por Nosso Senhor, sobre as quais as portas do Inferno jamais prevalecerão.

– A Califórnia aprovou – em um pleito apertado – a probição do “casamento gay” no estado. Tratava-se de uma emenda à Constituição Estadual que tinha o seguinte texto: “Somente o casamento entre um homem e uma mulher é válido ou reconhecido na Califórnia”. Com 52,1%, a emenda foi aprovada. Deo Gratias. A despeito da maciça propaganda feita para tentar derrubar a emenda (Brad Pitt, Steven Spielberg, Ellen DeGeneres e a multinacional Apple são algumas das celebridades californianas que doaram até 100.000 dólares a favor do “Não”), a Califórnia mostrou que existem alguns valores que são inegociáveis.

– A Colômbia consagrou-se ao Imaculado Coração de Maria no início de outubro, e eu somente agora fiquei sabendo. Em uma cerimônia que se repete a cada ano, na qual é renovada a consagração do país ao Sagrado Coração de Jesus (ocorrida pela primeira vez em 1902), o cardeal Pedro Rubiano “incluiu a consagração ao Imaculado Coração de Maria”. O presidente colombiano enviou saudações, que foram lidas antes da homilia. Combatendo as críticas dos laicistas, o cardeal alfinetou dizendo que “a Igreja é autônoma para tomar este tipo de decisões e mais em um país que é de maioria católica”. Excelente! Que a Virgem Santíssima continue a abençoar a Colômbia.

– Lembram-se das vacinas da rubéola esterilizantes? O assunto havia morrido, sem que houvesse nenhuma confirmação ou nenhuma negativa, mas ontem o padre Lodi resolveu tocar na ferida. Termina o ilustre sacerdote seu texto dizendo que, “[e]mbora faltem provas, as circunstâncias nos autorizam a suspeitar”. Para não reacender alarmismos, é bom frisar que não há evidências do plano diabólico, só suspeitas. E, já que o assunto foi trazido à baila novamente, cabe perguntar de novo: a quem interessa a farsa?

– O que é amor à pátria? Conhecem a história de el niño artillero? Traduzo:

Quando visitamos a cidade de Cuautla Morelos, contemplamos em sua rua principal a estátua de bronze de um menino com um canhão. Trata-se de Narciso Mendonza, que é chamado el Niño Artillero. O seu ato de heroísmo não é uma história bonita inventada para a edificação da posteridade; aconteceu durante o cerco que o exército realista fez, em 1812, à cidade de Cuautla, refúgio do Exército Insurgente. O cerco se prolongou dolorosamente, e o general Juan Nepomuceno Almonte decidiu organizar em tropa as crianças que continuamente se ofereciam para ajudar a defender sua cidade. Eles desempenhavam funções de vigilância, de troca de mensagens e de logística [? – intendencia], e sentiam que assim lutavam pela independência de sua Pátria.

Um dia, o Exército Realista fez uma investida que dispersou os insurgentes, fazendo-os fugir desordenadamente, abandonando suas escassas peças de artilharia. Neste momento de desconcerto, o pequeno Narciso, de 12 anos, teve o valor de correr até um dos canhões abandonados e fazê-lo disparar contra os realistas que se aproximavam. Aquele disparo permitiu aos insurgentes voltarem a tomar a defesa e repelir o inimigo. Quando o padre Morelos soube desta façanha, premiou o pequeno, e os historiadores o seguem premiando e guardando sua memória para a posteridade.